Neuro Inclusiva

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SEMANA NACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E MÚLTIPLAS

Este ano o tema desta semana é “Protagonismo Empodera e Concretiza a Inclusão Social”.

Inclusão social pode ser entendida como participação ativa de todo sujeito, a partir de oportunidades iguais, ao acesso a bens de serviço como lazer, cultura educação, entre outros.

As discussões sobre inclusão social iniciaram a partir dos movimentos nacionais e internacionais na busca para uma educação inclusiva e uma política de integração. A reunião em destaque foi a Conferência Mundial de Educação Especial, na qual participaram 88 países e 25 organizações internacionais, em assembleia geral, na cidade de Salamanca, na Espanha, em Junho de 1994. A partir deste evento surgiu a “Declaração de Salamanca”, a qual fundamentou pontos importantes para modificações na realidade atual como “adotem o princípio de educação inclusiva em forma de lei ou de política, matriculando todas as crianças em escolas regulares, a menos que existam fortes razões para agir de outra forma”.

ASPECTOS E DIFERENÇAS

A deficiência intelectual apresenta prejuízos no sujeito em relação aos déficits em funções intelectuais como raciocínio, solução de problemas, planejamento, aprendizagem acadêmica, entre outros e também apresenta déficits em relação às funções adaptativas, resultando em fracasso para atingir os padrões de desenvolvimento e socioculturais em relação a independência pessoal e responsabilidade social, podendo impactar em múltiplos ambientes como em casa, na escola, no local de trabalho e na comunidade.

A deficiência múltipla, segundo a Política Nacional de Educação Especial, é “associação, no mesmo indivíduo de duas ou mais deficiências primárias (mental/visual/auditivo-física), com comprometimentos que acarretam atrasos no desenvolvimento global e na capacidade adaptativa”. Essa definição ainda pode implicar na variação em relação ao número, natureza, intensidade, abrangência e o efeito dos comprometimentos advindos do nível funcional.

HISTÓRIA E IMPORTÂNCIA PARA A SOCIEDADE

A semana foi instaurada em 1964 pelo Decreto nº 54.188, intitulada “Semana Nacional da Criança Excepcional”, o qual tinha como propósito trazer uma maior visibilidade para essa população marginalizada. Porém, em 2017, o nome foi alterado para o atual na Lei 13.585, a qual além de manter o propósito inicial, acresce no Art. 2º a produção de conteúdo para conscientizar a sociedade sobre as necessidades específicas de organização social e políticas públicas que promovam a inclusão social e combatam o preconceito e a discriminação.

A importância dessa semana não é só sobre a visibilidade da pessoa com deficiência, mas trazer temas como “Protagonismo empodera e concretiza a inclusão social” nas discussões, para que haja uma mobilização e transformação efetiva através de políticas públicas e conscientização da sociedade, combatendo assim o preconceito e a discriminação e restabelecendo um novo cenário em que essas pessoas também possam ser protagonistas na sociedade.

GUIA PRÁTICO DO ADOLESCENTE

 Aqui nós colocaremos dicas simples e práticas que vão te ajudar a estudar como nunca. ⠀

DICA 1: Faça uma programação!
Se você ainda não tem uma rotina de estudo, crie uma, ela é muito importante para o seu comprometimento e se esforce para seguir essa programação!⠀

DICA 2: Tenha uma rotina!
Siga um cronograma como se você estivesse em um dia comum de sua semana onde você iria a escola, ao cursinho, praticaria um esporte, faria a lição de casa e ajudaria em casa.

Cria uma listinha com horários específicos para realizar as atividades propostas e não vale atrasar ou pular as tarefas, tente fazer tudo que foi pensado para aquele dia.

DICA 3: Crie uma programação.
Após criar sua programação diária, semanal ou mensal (fica a sua escolha), coloque papel em qual ela foi anotada em lugar fácil acesso, onde você possa ver sempre!

Lembre-se que você pode ajustar sua programação se caso acontecer algum imprevisto.⠀

DICA 4: Seja disciplinado!
Quando nos tornamos adultos, precisamos ser responsáveis cumprindo todas as nossas tarefas, mesmo quando não há vontade para fazer. Não podemos deixar para depois! Assim funciona com os estudos.

Ter disciplina é fundamental para executar tudo o que é proposto para o dia, sem deixar nada para o dia seguinte. Assim você nunca ficará com tarefas acumuladas.

DICA 5: Tenha um local de estudos.

Você deve estar se perguntando “se eu estou estudando em casa, eu não posso estudar em qualquer lugar?” Você pode, porém não deve.

Locais confortáveis demais como a cama ou o sofá vão te levar a tirar alguns cochilos ao invés de estudar e te distrair com outras coisas. O seu local de estudos deve lembrar a sala de aula, assim você terá uma concentração muito maior.

DICA 6: Mantenha o foco!
Uma das coisas mais difíceis quando falamos sobre estudar é a concentração, mas você precisa aprender a se concentrar e hoje vou listar dois pontos chaves para você manter-se focado.

Em primeiro lugar, guarde tudo aquilo que possa desviar o seu foco, a bola, o violão, o videogame e o mais importante, coloque o celular no silencioso!

Evite fazer outras coisas enquanto estuda, você provavelmente vai cometer mais erros e vai acabar demorando mais para terminar suas tarefas.

DICA 7: Aproveite o tempo livre!
E se você está se perguntando se é “aproveitar para estudar?”. Não é isso não! É para usar esse tempo para descansar a mente.

Parar um pouco de vez em quando para fazer uma atividade física ou alguma outra coisa que você goste, te dá mais energia para continuar estudando depois. Dê uma pausa e faça uma caminhada, dê uma volta de bicicleta ou faça algum exercício físico.

Mas é para fazer uma pequena pausa e não deixar o dever de lado. Segundo o livro “O Poder Escolar – (School Power)”, é importante fazer suas tarefas primeiro, porque você vai aproveitar ainda mais seu tempo livre se ele for livre de verdade.

DESENVOLVIMENTO INFANTIL – 3 A 6 ANOS

MOTOR
Nessa fase, para o desenvolvimento motor, é esperado uma grande atividade motora como subir e descer escadas, lutar, cavar, entre outras.

A criança também estará cada vez mais independente para realizar sua higiene pessoal (tomar banho, escovar os dentes, ir ao banheiro e pentear o cabelo) e as atividades de vida diária como vestir-se sozinha e usar talheres.

A criança terá habilidade para manusear uma tesoura, fazer figuras mais complexas no desenho e nomear, ser capaz de respeitar linhas e traçados, dançar no ritmo da música e começar a demonstrar uma lateralidade manual (destro ou canhoto).

Mais próximo aos 6 anos, a criança é capaz de aprender a andar de bicicleta e patinar.

Portanto, ao final dessa fase a criança adquiriu autonomia para realizar sua higiene pessoal e as atividades de vida diária de forma adequada. Além de um melhor domínio da coordenação motora fina, a qual é um preparo para a escrita.

LINGUAGEM
Hoje retornamos para nossa série sobre o neurodesenvolvimento infantil, agora iremos abordar a área da linguagem nas crianças de 3 a 6 anos.

É esperado para essa fase compreender tudo o que a criança fala, apesar de apresentar alguns erros gramaticais inicialmente. É capaz de inventar histórias, entender regras de jogo simples e conhecer diversas cores. Também reconhece plurais, sabe diferenciar os pronomes pelo sexo, os adjetivos e faz uso dos verbos auxiliares.

Perto dos 4 anos a criança começa a entender conceitos abstratos como duro, mole ou liso. Entende o “se”, “por que” e “quanto”. Além de formular frases na afirmativa, interrogativa e negação, também é capaz de narrar acontecimentos passados ou futuros.

A partir dos 5 anos já consegue formular frases completas corretamente e consegue falar todos os sons da língua. ⠀

NEURODESENVOLVIMENTO INFANTIL – TERCEIRA FASE 

1 A 2 ANOS

SENSÓRIO-MOTOR
O que é esperado nesta faixa etária é o aprimoramento dos passos e que a criança caminhe com segurança. Posteriormente, ainda neste período, ela será capaz de pular com os dois pés ou de um pé para o outro.

Há também uma melhora da motricidade fina e um maior controle esfincteriano (xixi e cocô).

Nessa fase a criança também começa a imitar atividades de vida diária como tampar panelas, abrir e fechar tampas, além do “faz de conta” para ações como beber, comer, etc.

LINGUAGEM
Nessa fase irão surgir as primeiras palavras funcionais, a compreensão de verbos para ações concretas como “dar, quer, acabou” e a identificação de objetos familiares pela nomeação.

Além de tentar contar os números e identificar partes do corpo em si mesma.

Já com quase dois anos a criança começa a montar frases com duas palavras, identificar as partes do corpo no outro, usar os gestos representantes, como a mão na barriga para fome e consegue fazer uso funcional do próprio nome.

No final dessa fase a criança consegue formar frases com três elementos como “nene bebe água”, identificar objetos familiares pelo nome e uso, apontar cores primárias só pela nomeação (vermelho, azul) e compreender o “onde?” e o como?”, além de perguntar “o que?”.

Também irá referir a si mesmo na terceira pessoa, combinar objetos semelhantes e aprimorar a construção de frases para frase gramatical simples (com verbos, preposições, adjetivos e advérbio de lugar).

COGNITIVAS
Para esta fase é esperado um maior desenvolvimento da memória, o aumento da curiosidade e o início de brincadeiras de “faz de conta”. Também há um aprimoramento da concentração, além de conseguir realizar imagens mentais dos objetos auxiliando na compreensão dos conceitos.

Nessa fase as crianças também começam a apreender o conceito de sequências numéricas simples e diferentes categorias.

SOCIOEMOCIONAL
Nessa fase é esperado uma maior autonomia.

A partir dos 32 meses, a criança começa a reagir melhor a separação da mãe para ficar com outros cuidadores, além de ser capaz de participar em atividades com outras crianças como ouvir histórias.

Também nesse período, a criança apresenta um perfil mais impulsivo, egocêntrico, sempre em busca da própria satisfação.

Devido a esse perfil, tem dificuldade em compartilhar suas coisas. Embora esteja normalmente bem disposta, pode apresentar birras, além de comportamentos como morder, bater e/ou chutar, pois tem dificuldade em controlar seus impulsos.

É importante lembrar que nessa fase as crianças são bem sensíveis a aprovação e desaprovação dos outros e apesar de entender o não e conseguir respeitar algumas regras, podem ser bem teimosas. Também é comum apresentarem medo de pessoas fantasiadas e pessoas estranhas.

PERFIL DE RISCO 1 A 3 ANOS
Algumas características que podem indicar alertas nessa fase são:

  • Atraso no desenvolvimento da comunicação verbal e não verbal;
  • Crises de birra que não melhoram com o tempo, mas pioram;
  • Retroceder nos marcos desenvolvimento já adquiridos;
  • Não ter controle sobre evacuação;
  • Dificuldades na alimentação;
  • Piorar na rotina do sono;
  • Não reagir bem à separação dos cuidadores e um estranhamento exagerado de pessoas pouco familiares.

Diante de alguns desses sinais não deixe de procurar avaliação profissional!⠀

NEURODESENVOLVIMENTO INFANTIL – SEGUNDA FASE

6 A 12 MESES

SENSÓRIO-MOTOR
O esperado para a fase dos 6 meses ao 1° ano é que a criança comece a se arrastar e/ou engatinhar e, posteriormente, dê os primeiros passos com apoio.

Também nessa fase, as experiências exploratório-manipulativas vão ficando cada vez mais complexas e apesar de ainda levar alguns objetos à boca, as crianças também irão explorar os outros sentidos, como bater um objeto em uma superfície e fazer um som, balançar, manipular de uma mão para outra e, futuramente, será capaz de brincar com até dois objetos ao mesmo tempo.

Até os 12 meses a criança vai aperfeiçoando esses conhecimentos através das experiências exploratório-manipulativas e a intencionalidade do comportamento vai ficando cada vez mais evidente. Além disso, irá ocorrer o amadurecimento final da preensão palmar.

LINGUAGEM
Nessa fase que a criança seja mais ativa na interação com os cuidadores, podendo ser através do riso, das vocalizações, dos movimentos corporais e balbucios, já com diferentes sílabas como “papá” “dada”, “mamá”.

Além disso, também irá mostrar suas preferências olhando ou apontando para o objeto desejado.

Durante o desenvolvimento deste período aparecem os comportamentos intencionais como dirigir-se ao outro, repetir sons emitidos por outras pessoas e os imperativos rotineiros acompanhados de gestos como “dá tchau” e “manda beijo”. 

Já quase aos 12 meses, a criança é capaz de participar de um diálogo por meio de jargões, podendo apresentar algumas sequências de sílabas com significados específicos como “litelite” ser leite, além de repetir algumas palavras mencionadas por outros, porém com um padrão fonológico diferente como “papa” ser “vem comer”.

COGNITIVAS
Nessa fase, a aprendizagem e a exploração é realizada principalmente através da boca. Inicia-se o desenvolvimento da noção de permanência do objeto, ou seja, mesmo que não veja o objeto, consegue perdurar sua existência por mais tempo, mas ainda desvanece após esse período. Esta noção está sempre ligada a uma ação da própria criança, a qual é capaz de procurar um objeto deslocado visivelmente, mas se for retirado do seu campo de visão, irá procurar na primeira posição que ela viu.

A partir dos 10 meses, a noção de causa-efeito está mais fundamentada e sendo mais explorada pela criança. Além de uma progressiva melhora da capacidade de atenção e concentração.

SOCIOEMOCIONAL
Nessa fase é esperado que a criança esteja mais sociável e interagindo ativamente com as pessoas e também apresentando comportamentos de imitações.

Perto dos 8 meses, a criança passa a ter uma maior consciência de si próprio.

Além disso, próximo aos 10 meses, o bebê irá demonstrar maior interesse em interagir com outros bebês.

Nesse período também é esperado uma formação de forte laço afetivo com a figura materna, apresentando ansiedade diante da separação e na presença de estranhos.

 

PERFIL DE RISCO 0 A 12 MESES
Hoje continuaremos falando sobre esse desenvolvimento, porém sobre o que devemos observar especificamente nesse processo e quais são os sinais de alerta.

As alterações que ocorrerem no desenvolvimento infantil são causadas desde fatores que podem ocorrer durante a gestação, na hora do parto ou pós-parto. Por isso, no primeiro ano de vida, devemos estar atentos aos seguintes sinais:

• Falta de contato visual e de apego com os cuidadores;
• Atraso nos marcos do desenvolvimento motor como sustentação da cabeça, sentar, entre outros;
• Agitação e irritação extrema;
• Baixo ganho de peso e/ou de estatura;
• Movimentos repetitivos.

Diante da aparição de algum desses sinais de alerta não deixe de procurar uma avaliação profissional!

NEURODESENVOLVIMENTO INFANTIL – PRIMEIRA FASE 

O desenvolvimento envolve o ganho de capacidades para diferentes habilidades. O desenvolvimento é influenciado por fatores ambientais, como as relações interpessoais e fatores biológicos, como a herança genética.⠀

Para cada idade do desenvolvimento infantil são esperadas aquisições de novas habilidades e a maturação de outras que irão compreender as áreas motora, cognitiva, da linguagem, social e emocional.⠀

0 A 6 MESES

SENSÓRIO-MOTOR
É esperado nessa fase o fortalecimento e o desenvolvimento gradual dos músculos do Sistema Nervoso Central. Já por volta dos 4 meses de vida, o controle completo da cabeça e o controle mais refinado das mãos.

Entre os 4 e 6 meses a criança utilizará os membros para se movimentar, além de desenvolver um próprio padrão de sono e alimentação.

Nessa fase também ocorre o desenvolvimento da visão e da audição progressivo. Sendo esperado que a criança se assuste ou chore com sons altos, como uma porta batendo, mas também se acalme ouvindo a voz da mãe.

A interação com pessoas que estão perto, como sorrir e procurar a fonte sonora quando ouvir algum som também são próprias dessa fase.⠀

LINGUAGEM
A linguagem é uma habilidade do ser humano que envolve a comunicação, não somente na sua capacidade de expressão, mas também de recepção. Os marcos da linguagem esperados para as crianças nessa fase do desenvolvimento se iniciam com uma reação biológica como o choro para sinalizar fome ou dor, se assustar com sons intensos ou acalmar-se com a voz da mãe. Apesar de apresentar algumas vocalizações, elas são reflexas.

Já entre o segundo e o terceiro mês, as vocalizações e o sorriso apresentam variação na altura e duração, ocorrendo de forma mais funcional. O bebê também começa a reagir a fala do outro com sorriso, olhando fixamente e vocalizando. Além de apresentar atenção ao som e procurar a fonte sonora durante um estímulo auditivo.

Por último, o bebê começa a explorar as estruturas da fala, sentindo prazer no balbuciar. Nessa fase também começam a balbuciar sílabas indiferenciadas, ou seja, repete a mesma sílaba como “mama”; “papa” e olha quando é chamado. ⠀

COGNIÇÃO
No primeiro mês de vida, são esperados os reflexos! Como por exemplo o da sucção, nele ocorre o estímulo de alguma região oral do bebê e o mesmo começa a ação reflexa de sucção. Um outro exemplo, é o reflexo de preensão palmar, quando o bebê recebe um estímulo na palma da mão e responde com a preensão da mão.

Já a partir do segundo mês essas ações reflexas passam a ser insuficientes para as demandas do ambiente e esses reflexos passam por diferenciações surgindo novos esquemas de adaptação e coordenação, porém os reflexos ainda não desaparecem. Um exemplo é a coordenação de olhar e pegar um objeto. Esses esquemas irão aumentando o grau de complexidade no decorrer do desenvolvimento, como levar os objetos à boca ou então explorar os sons que as situações provocam.

Ainda no segundo mês, o bebê inicia a protrusão da língua e a sucção do polegar.

Nessas primeiras etapas do desenvolvimento cognitivo ainda está ocorrendo a transição entre o orgânico e o intelectual, ou seja, a base preparatória da inteligência.

A partir do quarto mês é quando as atividades propriamente de inteligência iniciam e as de reflexos começam a desaparecer.

O marco desse processo é o elemento de previsão de acontecimentos, a criança consegue perceber, mesmo por um efeito casual da sua ação, que o efeito é resultado da sua ação, um exemplo é quando a criança deixa de ter interesse só em escutar o som do chocalho, mas passa a perceber que quando ela sacode o chocalho ele emite um som.⠀

SOCIOEMOCINAL
O esperado para essa fase é que eles irão desenvolver habilidades para distinguir a pessoa cuidadora das demais. Já por volta dos 4 meses irão reconhecer as pessoas mais próximas, além de diferenciar pessoas conhecidas de estranhos e preferir rostos familiares.

Também é esperado para essa fase que eles mostrem sua excitação através dos movimentos corporais e apresentem medo diante de sons altos ou inesperados, sendo o choro a sua principal forma de comunicação.

COMO FUNCIONA AS RESPOSTAS SENSORIAIS?

As crianças desenvolvem suas habilidades por meio do convívio social e com o contato com tudo que há a sua volta. Ela observa e recebe estímulos sensoriais o tempo todo, então ela os registra em sua memória e as organiza para poder se lembrar em situações futuras. Uma criança com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), muitas vezes não consegue entender estes estímulos e por isso age de maneira singular a determinadas situações.

A complexidade dos casos pode variar de uma criança para outra. Em muitos casos pessoas com autismo possuem uma hiperresposta ou hiporresposta em seus sentidos o que pode ocasionar em irritabilidade.

Notar as respostas sensoriais das crianças em determinadas situações cotidianas é importante para um diagnóstico precoce além de possibilitar que ela receba acompanhamento em terapia ocupacional com estratégias de integração sensorial.

DISORTOGRAFIA

Quando criança, primeiro nos apropriamos da linguagem falada e depois da linguagem escrita.

Nesse processo de aprendizado de todo o sistema ortográfico são esperadas alterações na escrita, já que a princípio a linguagem escrita é baseada na linguagem falada. Porém, na disortografia essas alterações persistem para além desse processo de aprendizagem.

Na maioria das vezes, a característica que irá levantar a dúvida sobre esse transtorno é a escrita incorreta, apresentando aspectos de substituição, omissão, inversão de grafemas e dificuldade com a segmentação das palavras, além da alteração na produção de textos, pois há uma persistência do apoio na escrita da oralidade.

Também é importante ressaltar que a disortografia como diagnóstico é embasada em um transtorno neurobiológico e não por alterações do ambiente.

A intervenção para esse transtorno não difere dos anteriores. Na verdade, há uma maior ressalva para avaliação e intervenção interdisciplinar, já que raramente a disortografia irá estar desassociada de um quadro de dislexia ou distúrbio de aprendizagem. E apesar do diagnóstico só ser possível após o processo de alfabetização e aquisição da linguagem escrita, a intervenção precoce proporciona um melhor prognóstico!

Esperamos que tenham gostado da nossa sequência dos Transtornos Específicos da Aprendizagem. Em breve teremos mais posts’s com assuntos pertinentes ao desenvolvimento infantil.

Lembrando que essas informações não substituem em nenhuma instância a avaliação e intervenção com um profissional!

DISCALCULIA

A noção de quantidade, ao contrário do que muitos imaginam, não é um conhecimento que é dependente da escolarização, mas sim um conhecimento inato ao indivíduo. Bebês com 6 meses são capazes de realizar relações com pequenas quantidades.⠀

A matemática, como uma disciplina, só passou a fazer parte do currículo escolar na sociedade moderna, porém, a habilidade de estimar quantidades foi identificada em tribos indígenas isoladas.⠀

Por isso, ter dificuldades escolares em matemática não implica, necessariamente, em um diagnóstico de discalculia.⠀

As dificuldades matemáticas só serão caracterizadas como um transtorno de aprendizagem a partir de evidências de déficits graves, persistentes e observados precocemente, ou seja, por mais que a suspeita do diagnóstico de discalculia só seja levantada na segunda infância, no ensino formal, esse indivíduo apresentou um desempenho inferior nessas habilidades desde a educação infantil.⠀

Porém, na maioria das vezes, isso só será percebido tardiamente, quando serão exigidas demandas de competências numéricas.⠀

É importante ressaltar que antes de se fechar um diagnóstico de discalculia deverão ser eliminados outras causas, como ensino insuficiente, alterações na audição e/ou visão.⠀

Diante disso, a avaliação multidisciplinar apresenta-se novamente indispensável para um diagnóstico assertivo, além de uma intervenção precoce para a melhor evolução do indivíduo.⠀

Caso uma dúvida tenha surgido em relação ao seu filho, paciente ou aluno, não deixe de pedir ajuda profissional.

DISLEXIA

Dislexia é um transtorno de origem neurobiológica de caráter permanente. A pessoa que possuí esse transtorno apresenta características de dificuldade no processamento da leitura, seja ela na habilidade do reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, decodificação e na soletração. Porém ela não envolve comprometimentos na inteligência!

Por tratar-se de um transtorno envolvendo a leitura e a escrita a realização do diagnóstico é mais frequente na infância, quando a criança irá apresentar dificuldades no processo de alfabetização, o que não descarta o diagnóstico nos anos posteriores, com o aumento das demandas escolares. Porém, por ser um transtorno que irá persistir por toda vida, também irá apresentar comprometimentos na vida adulta.

Por isso o diagnóstico acompanhado da intervenção precoce são diferenciais no tratamento da pessoa com dislexia. É fundamental avaliação interdisciplinar já que o quadro da dislexia pode estar associado a outros déficits de aprendizagem, tornando indispensável a avaliação por mais de uma área.⠀

Por fim, apesar da dislexia possuir características comuns no diagnóstico de vários indivíduos, a intervenção não possui um único padrão, pois as dificuldades de cada indivíduo são muito específicas, podendo variar até mesmo em único indivíduo. O importante é que a pessoa receba a intervenção adequada com profissionais capacitados.

E se você ficou com alguma suspeita em relação a esse transtorno não deixe de procurar ajuda profissional.

AUTISMO

É um transtorno do neurodesenvolvimento de início precoce, caracterizado por comprometimentos nas áreas de interação social, comunicação e comportamento, com prejuízos funcionais durante toda a vida.

É apresentado como um espectro em função da variedade dos sintomas, da manifestação clínica e dos níveis de desenvolvimento e funcionamento.

O autismo tem origem multifatorial e complexa que envolvem fatores genéticos + fatores hereditários + fatores de risco.

Como saber se o meu filho ou uma criança próxima a mim apresenta sinais de perfil de risco para o espectro do autismo? Nós separamos alguns destes sinais para que, caso você conheça alguém com essas características listadas neste post indique um profissional e ofereça todo o apoio que puder a criança e à família. Se você tiver dúvidas sobre esse assunto, nos chame em nossas redes sociais.

Comunicação

  • Comunicar-se com gestos em vez de palavras;
  • Não ajustar a visão para olhar para os objetos que as outras pessoas estão olhando;
  • Não se referir a si mesmo de forma correta (por exemplo, dizer “você quer água” quando a criança quer dizer “eu quero água”);
  • Não apontar para chamar a atenção das pessoas para objetos;
  • Repetir palavras ou trechos memorizados, como comerciais;
  • Usar rimas sem sentido.

Interação social

  • Tem dificuldade com interações sociais;
  • É retraído;
  • Dificuldade em interpretar e entender interações;
  • Tem dificuldade em estabelecer ou manter contato visual;
  • Prefere ficar sozinho;
  • Utilizam pessoas como objetos para demonstram o que desejam;
  • Tem dificuldade em compartilhar emoções e momentos;
  • Prefere brincadeiras solitárias ou ritualistas;
  • Não faz brincadeiras de faz de conta ou imaginação.

Respostas sensoriais

  • Tem a visão, audição, tato, olfato ou paladar ampliados ou diminuídos;
  • Pode achar ruídos normais dolorosos e cobrir os ouvidos com as mãos;
  • Pode evitar contato físico por ser muito estimulante ou opressivo;
  • Esfrega as superfícies, põe a boca nos objetos ou os lambe;
  • Parece ter um aumento ou diminuição na resposta à dor.

Comportamentos

  • Acessos de raiva intensos;
  • Fica preso em um único assunto ou tarefa;
  • Baixa capacidade de atenção;
  • É hiperativo ou muito passivo;
  • Comportamento agressivo com outras pessoas ou consigo;
  • Necessidade intensa de repetição;
  • Faz movimentos corporais repetitivos;
  • Apego a objetos.

TDAH – TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE 

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é um transtorno do neurodesenvolvimento, isto é, que acompanha a pessoa por toda a vida. O TDAH tem como características a desatenção, agitação motora e impulsividade e ele se manifesta já na infância, ainda na fase pré-escolar, onde aparecem os primeiros sintomas.

As 2 apresentações principais do TDAH

APRESENTAÇÃO COMBINADA: Tanto os critérios de desatenção quanto de hiperatividade-impulsividade são preenchidos nos últimos 6 meses.

APRESENTAÇÃO PREDOMINANTE DESATENTA: Quando os critérios de desatenção é preenchido nos últimos seis meses, mas os critérios de hiperatividade não são.

Dependendo da apresentação do transtorno o TDAH tem uma forma de se expressar nas crianças. Em todos os casos o TDAH tem um padrão mais frequente e intenso do que o esperado para a faixa etária com relação à desatenção e/ou hiperatividade.

Em crianças na idade escolar, a apresentação desatenta costuma ser a mais comum, nela as crianças apresentam dificuldade para notar detalhes e são pouco organizadas, o que as levam a ter dificuldades para conclusão das atividades propostas e elas aparentam não escutar mesmo quando alguém fala com elas.

Na apresentação hiperativo/impulsivo existe maior agitação psicomotora, uma baixa tolerância à frustação e autocontrole, sempre com respostas aceleradas, fala excessiva, dificuldade de esperar sua vez, seja para falar ou para realizar as atividades do dia a dia.

As crianças com TDAH são mais propensas a apresentar dificuldades escolares, já que a mesma exige que eles cumpram atividades com disciplina e atenção, que são justamente as maiores dificuldades das crianças que possuem este transtorno.

MODELO ESDM DENVER